segunda-feira, 16 de agosto de 2010
NOTA TRISTE.
FESTIVAL DE POESIA FALADA DE VARGINHA - CONHEÇAM MEU POEMA.
Viajei, essa noite,
no dorso de um centauro.
Num rapto consentido,
qual Sabina tresloucada.
Que menina não anseia,
se deixar levar,
sem fronteiras,
por seus instintos
mais secretos?
Homem ou mulher,
não importa.
A centelha não vê gêneros,
quando encarna no Ego e,
se faz sangue palpitante
de libido.
Nua, me deitei em seu corpo
macio e brilhante
comandado pelo dorso do homem.
Absorvi, pelos poros,
o borbulhar do seu desejo.
No galope,
clone do sexo,
sucumbi à entrega,
me deixando levar
pelos recantos secretos da Mãe Terra.
Lugares mágicos
da Deusa resgatando
a ancestralidade da Fêmea.
Integrando
a Mulher,
a Mãe,
a Filha,
a Irmã,
numa só.
Gênero.
Único.
Universal.
E, na luz da lua,
os limites da pele,
se esvaeceram.
Tornamos-nos uno.
Criei asas,
virei Pégaso.
Alma pura,
ganhei céus.
Virei divina.
Segui, em vida, no ar,
terrena e celestial.
Como todos.
Todos nós.
Humanos.
FESTIVAL DE POESIA FALADA DE VARGINHA.
"Poeta do Rio de Janeiro vence a 4ª Edição do Festival de Poesia Falada de Varginha
A cerimônia de encerramento do Festival foi realizada na noite de sábado, no Teatro Marista Mestrinho, e contou com a presença de todos os autores e seus intérpretes classificados para a grande noite literária varginhense.
O Teatro Marista Mestrinho esteve lotado no último sábado para a 4ª Edição do Festival de Poesia Falada de Varginha que recebeu em Varginha poetas vindos de diversos estados brasileiros. Foi uma noite marcante e inesquecível da literatura brasileira reunindo grandes nomes do meio poético. 20 autores do Mato Grosso do Sul, Sul de Minas, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo mostraram suas obras.
No Brasil, inúmeras iniciativas culturais resultam do esforço, da vocação e da mobilização de pessoas, grupos e organizações. Essas ações têm como foco a cultura como instrumento de construção de identidade e cidadania, meio pedagógico ou como um processo que – vivenciado pela comunidade - fortalece o sentido de pertencimento social, contribuindo para a ampliação das possibilidades de vida e de escolhas e o Festival de Poesia Falada de Varginha tem este intuito, menciona Tadeu Terra.
O resultado do Festival de Poesia Falada de Varginha ficou da seguinte forma:
Melhor Intérprete: Márcia Regina de Araújo Duarte, Obra: Sensualidade Aflorada, do Rio de Janeiro, 3º Lugar: Adriano Alcantra de Passos-MG,Obra “Paletó de Carícias” Troféu e R$ 300,00, 2º Lugar: Marcelo Báfica Coelho Rio de Janeiro-RJ, Obra “Cinzas” Troféu e R$500,00 e em 1º lugar: Julinho Terra, também do Rio de Janeiro, Obra: “O Apito do Trem” Troféu e R$ 800,00.
A produção do festival é de Lindon Lopes e Marcos Misael com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Comic, Fundação Cultural, Prefeitura Municipal de Varginha."
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
MAIS UMA CRÔNICA DO LIVRO SOU MULHER - CRÔNICAS DOS VINTE - MOMENTO DE HUMOR.
A xícara branca de florzinha violeta.
Entrei na cozinha fria de azulejo cor-de-abóbora: fogão, geladeira, tudo em ordem. De repente, parei assustada; em cima da pia, uma xícara branca com uma florzinha violeta pintada em sua circunferência, repousava num pires amarelo de borda quebrada.
Aproximei-me lentamente e descobri que ela estava suja. Oh! Quem a teria sujado? E de que seria aquele “sujo”: café, chá? Quem saberia? Agarrei sua asa, para cheirá-la. E o que descobri? Era coca-cola. Larguei-a rapidamente e voltei a olhá-la. Estava ameaçadora. Aquela florzinha violeta parecia um olho, caolho, a me encarar. Dei-lhe as costas; virei -me outra vez: ainda estava me olhando. Olhei-a também; “olhos no olho”.
A pia parecia indiferente àquele caso, continuava lá, parada, sem fazer nada. Cruzei os braços; aquela ameaça branca de florzinha violeta me assustava, parecia que ia me atacar a qualquer momento. Estava me irritando. Meu medo foi se transformando em coragem. Aproximei-me lentamente; ela arrogante continuava me encarando e não saía dali. Agarrei-a e joguei-a ao chão. Ela partiu-se em mil pedaços. Foi quando meu marido chegou:
- O que foi isso?
- Legítima defesa!